Pintas e manchas

Para algumas pessoas, as pintas podem ser sinônimo de charme e dar um ar de sensualidade ao visual, mas as lesões devem também ser motivo de atenção, principalmente se as manchas apresentarem alterações ao longo do tempo.

De acordo com a dermatologista Juliana Gumieiro, as pintas, também chamadas de nevos, são lesões que surgem na pele devido a um aglomerado de células produtoras de melanina, responsável pela pigmentação da pele. “Elas podem surgir ao nascimento ou ao longo da vida. Alguns nevos aparecem por predisposição genética e outros por exposição ao sol”, disse.

Segundo a dermatologista, as pintas podem ter alterações no tamanho, borda e na cor. Nesses casos, a orientação é que um especialista seja consultado, já que podem ser sinais de alguma doença. “Lesões com mais de uma cor, escuras ou pretas são preocupantes geralmente. Outro sinal de alerta é se a pinta começa a sangrar ou crescer. A principal preocupação com as pintas é a transformação em melanoma, um tipo de câncer de pele”, afirmou.

No caso de alguma suspeita, a dermatologista afirma que a pinta deve ser sempre retirada. Pacientes com história de melanoma na família têm que ficar mais atentas e visitar o dermatologista pelo menos uma vez ao ano. “Qualquer modificação nas pintas tem que ser avaliada. O dermatologista fará um exame específico da lesão para analisar suas características microscópicas e resolver se será necessária a retirada ou o acompanhamento da lesão”, disse.

A retirada da pinta, segundo a especialista, é feita por meio de uma pequena cirurgia, que pode ser realizada no próprio consultório médico e com anestesia local. “Após a retirada, a lesão é encaminhada para a análise histopatológica para verificar o tipo da pinta e se ela é uma lesão benigna ou maligna”, afirmou.

Como evitá-las
Passar protetor solar é uma das recomendações para evitar o aparecimento de pintas
Segundo Juliana Gumieiro, pessoas de pele clara costumam ter mais pintas. Mas, mesmo para pessoas com peles mais escuras, a dermatologista afirma que o protetor solar é a principal ferramenta para proteger a pele contra o aparecimento de novas pintas e o câncer de pele. “O fator de proteção solar indicado geralmente é o 30”, disse.

A especialista diz ainda que existem diversos tipos de cremes e ácidos para cada tipo de mancha, mas os medicamentos devem ser sempre receitados por um dermatologista. “Existem ácidos que têm um poder de clareamento maior se comparados com os outros, mas podem apresentar reações diferentes em cada pele. Os ácidos funcionam, mas é preciso consultar o dermatologista para ver qual creme é mais adequado para o seu tipo de mancha e pele”, afirmou.

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